{"id":9599,"date":"2026-03-04T02:30:24","date_gmt":"2026-03-04T05:30:24","guid":{"rendered":"https:\/\/angelopiovesan.com\/?p=9599"},"modified":"2026-03-04T02:30:24","modified_gmt":"2026-03-04T05:30:24","slug":"cosmogonia-cristiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/blog\/cosmogonia-crista\/","title":{"rendered":"Cosmogon\u00eda Cristiana: del Logos a la nueva creaci\u00f3n"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>Cosmogonia Crist\u00e3<\/strong> nasce da tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica da cria\u00e7\u00e3o, mas a ilumina a partir de um acontecimento central: a encarna\u00e7\u00e3o do Verbo.<\/p>\n<p>Para o Cristianismo, o universo n\u00e3o surge apenas pela palavra de Deus, mas pelo pr\u00f3prio Logos, o Verbo eterno, que se fez carne em Jesus Cristo. Assim, a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 somente um evento remoto no passado, mas o in\u00edcio de uma hist\u00f3ria que envolve queda, reden\u00e7\u00e3o e promessa de renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste artigo, exploraremos como o Cristianismo primitivo rel\u00ea o G\u00eanesis \u00e0 luz da pessoa de Cristo. Veremos como a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 entendida como obra da Trindade, como a encarna\u00e7\u00e3o confere dignidade e sentido \u00e0 mat\u00e9ria e como a ideia de \u201cNova Cria\u00e7\u00e3o\u201d projeta o destino do cosmos para uma transforma\u00e7\u00e3o final. Origem e plenitude se encontram na mesma fonte: o Cristo.<\/p>\n<div id=\"angel-1462467994\" class=\"angel-2 angel-entity-placement\" style=\"margin-top: 10px;margin-bottom: 10px;margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/go.hotmart.com\/A99801903S?src=bannerartigoblog\" aria-label=\"banner-artigo-pt\"><img src=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-pt.png\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-pt.png 900w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-pt-300x37.png 300w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-pt-768x94.png 768w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-pt-18x2.png 18w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-pt-24x3.png 24w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-pt-36x4.png 36w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-pt-48x6.png 48w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" width=\"900\" height=\"110\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><h2>O contexto crist\u00e3o: releitura e cumprimento<\/h2>\n<p>A Cosmogonia Crist\u00e3 n\u00e3o surge no v\u00e1cuo, mas como uma reinterpreta\u00e7\u00e3o radical das escrituras judaicas dentro do contexto do Imp\u00e9rio Romano e da filosofia grega.<\/p>\n<h3>Cristianismo como uma releitura do Juda\u00edsmo<\/h3>\n<p>Os primeiros crist\u00e3os, sendo judeus, n\u00e3o abandonaram o G\u00eanesis. Pelo contr\u00e1rio, eles o leram atrav\u00e9s da lente da vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Eles viram em Cristo a chave hermen\u00eautica, ou seja, o foco central para entender n\u00e3o apenas a reden\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o. As promessas feitas a Abra\u00e3o e a narrativa da cria\u00e7\u00e3o foram interpretadas como encontrando seu &#8220;sim&#8221; e &#8220;am\u00e9m&#8221; em Cristo (2 Cor\u00edntios 1:20).<\/p>\n<h3>O encontro com a filosofia grega<\/h3>\n<p>A prega\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no mundo helen\u00edstico for\u00e7ou um di\u00e1logo com conceitos filos\u00f3ficos.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o do Logos, desenvolvida por fil\u00f3sofos como Her\u00e1clito e os estoicos como o princ\u00edpio racional que ordena o cosmos, foi apropriada e transformada pelo Evangelho de Jo\u00e3o para explicar quem era Jesus.<\/p>\n<h3>A quest\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o e do mal<\/h3>\n<p>A doutrina da cria\u00e7\u00e3o ex nihilo foi solidificada no per\u00edodo crist\u00e3o primitivo para combater vis\u00f5es dualistas (como o gnosticismo e o manique\u00edsmo), que viam o mundo material como intrinsecamente mau, criado por um deus inferior.<\/p>\n<p>Para os crist\u00e3os, se Deus \u00e9 bom e \u00e9 o Criador \u00fanico, ent\u00e3o a mat\u00e9ria \u00e9 fundamentalmente boa, embora corrompida pelo pecado.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9600\" src=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-1.jpg 1000w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-1-18x12.jpg 18w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-1-24x16.jpg 24w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-1-36x24.jpg 36w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-1-48x32.jpg 48w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<h2>A narrativa da cria\u00e7\u00e3o: o Logos e a trindade<\/h2>\n<p>O texto fundador da Cosmogonia Crist\u00e3 n\u00e3o est\u00e1 apenas no G\u00eanesis, mas, de forma crucial, no pr\u00f3logo do Evangelho de Jo\u00e3o.<\/p>\n<h3>O Logos preexistente: a chave da cria\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>&#8220;No princ\u00edpio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princ\u00edpio com Deus. Todas as coisas foram feitas por interm\u00e9dio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.&#8221; (Jo\u00e3o 1:1-3)<\/p>\n<p>Esta declara\u00e7\u00e3o \u00e9 um marco na hist\u00f3ria do pensamento ocidental. Ela identifica o agente criador do G\u00eanesis (&#8220;Deus disse&#8230;&#8221;) como sendo o Logos (Verbo, Palavra), que \u00e9 distinto de Deus Pai (&#8220;estava com Deus&#8221;) e, no entanto, \u00e9 divino (&#8220;o Verbo era Deus&#8221;).<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">Cristo, o agente da cria\u00e7\u00e3o: o Jesus hist\u00f3rico \u00e9 apresentado como a encarna\u00e7\u00e3o do Logos eterno, atrav\u00e9s de quem todas as coisas foram criadas. Isso inclui o cosmos f\u00edsico, as leis naturais, o tempo e o espa\u00e7o. Colossenses 1:16 ecoa isso: &#8220;pois, nele, foram criadas todas as coisas [&#8230;] tudo foi criado por meio dele e para ele.&#8221;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">Uma cosmogonia trinit\u00e1ria: embora a doutrina da Trindade tenha sido formulada posteriormente, seus fundamentos est\u00e3o aqui. A cria\u00e7\u00e3o \u00e9 vista como um ato que envolve o Pai (a fonte da vontade criadora), o Filho (o Logos, o agente e modelo da cria\u00e7\u00e3o) e o Esp\u00edrito Santo (que &#8220;pairava sobre as \u00e1guas&#8221;, conforme G\u00eanesis 1:2, sendo a for\u00e7a que vivifica e completa a cria\u00e7\u00e3o). O universo \u00e9, portanto, fruto de um relacionamento de amor eterno dentro da Divindade.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>A encarna\u00e7\u00e3o: Deus assume a cria\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O vers\u00edculo culminante do pr\u00f3logo de Jo\u00e3o \u00e9: &#8220;E o Verbo se fez carne e habitou entre n\u00f3s&#8221; (Jo\u00e3o 1:14). A encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 o evento cosmog\u00f4nico por excel\u00eancia do Cristianismo.<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">A santifica\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria: ao assumir um corpo humano completo, o Logos criador santifica a mat\u00e9ria de uma forma definitiva. A divis\u00e3o gn\u00f3stica entre esp\u00edrito (bom) e mat\u00e9ria (mau) \u00e9 destru\u00edda. O mundo f\u00edsico n\u00e3o \u00e9 mais apenas &#8220;bom&#8221; (G\u00eanesis), mas torna-se um ve\u00edculo potencial para a gra\u00e7a divina;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">A recapitula\u00e7\u00e3o (Anakephalaiosis): desenvolvida por te\u00f3logos como Santo Irineu de Lyon, esta ideia prop\u00f5e que Cristo &#8220;recapitula&#8221; ou &#8220;re-encabe\u00e7a&#8221; a hist\u00f3ria da humanidade. Ele \u00e9 o Novo Ad\u00e3o (1 Cor\u00edntios 15:45). Onde o primeiro Ad\u00e3o desobedeceu e corrompeu a cria\u00e7\u00e3o, Cristo, o Novo Ad\u00e3o, obedece perfeitamente, inaugurando um novo come\u00e7o para a humanidade e para toda a cria\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>A nova cria\u00e7\u00e3o: o destino do cosmos<\/h3>\n<p>A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus dos mortos n\u00e3o \u00e9 vista apenas como um milagre individual, mas como o princ\u00edpio da Nova Cria\u00e7\u00e3o (1 Cor\u00edntios 15:20). Ela \u00e9 a primeira fruta de uma colheita c\u00f3smica que transformar\u00e1 toda a realidade.<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">A reden\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o: a obra de Cristo n\u00e3o \u00e9 apenas para salvar almas humanas, mas para redimir toda a cria\u00e7\u00e3o do cativeiro da decad\u00eancia e do pecado. Romanos 8:19-21 descreve a cria\u00e7\u00e3o inteira &#8220;aguardando, com ardente expecta\u00e7\u00e3o, a revela\u00e7\u00e3o dos filhos de Deus&#8221;, esperando ser &#8220;libertada do cativeiro da corrup\u00e7\u00e3o&#8221;;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">C\u00e9us novos e terra nova: o destino final, descrito no Livro do Apocalipse, n\u00e3o \u00e9 a aniquila\u00e7\u00e3o do mundo f\u00edsico e a fuga para um c\u00e9u espiritual, mas a cria\u00e7\u00e3o de &#8220;novos c\u00e9us e uma nova terra&#8221; (Apocalipse 21:1). A cria\u00e7\u00e3o original, redimida e transformada, ser\u00e1 o lar eterno de Deus com a humanidade. A narrativa c\u00f3smica, portanto, come\u00e7a com um jardim (\u00c9den) e culmina em uma cidade santa (a Nova Jerusal\u00e9m), simbolizando a plenitude da comunidade e da cultura redimidas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9601\" src=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-2.jpg 1000w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-2-18x12.jpg 18w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-2-24x16.jpg 24w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-2-36x24.jpg 36w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Cosmogonia-Crista-2-48x32.jpg 48w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<h2>An\u00e1lise e significado: um cosmos cristificado<\/h2>\n<p>A Cosmogonia Crist\u00e3 \u00e9 um mito da origem do universo que nos introduz a uma vis\u00e3o din\u00e2mica, teleol\u00f3gica e profundamente otimista.<\/p>\n<h3>Um cosmos com um prop\u00f3sito redentor<\/h3>\n<p>O universo n\u00e3o \u00e9 um mecanismo aut\u00f4nomo ou um palco de conflitos divinos. Ele \u00e9, desde o princ\u00edpio, &#8220;em Cristo&#8221;, criado por Ele e para Ele. Sua hist\u00f3ria \u00e9 a hist\u00f3ria da sua queda e da sua restaura\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do mesmo Logos que o trouxe \u00e0 exist\u00eancia.<\/p>\n<h3>O di\u00e1logo com a ci\u00eancia (cosmog\u00eanese)<\/h3>\n<p>A doutrina da cria\u00e7\u00e3o ex nihilo (a partir do Nada) e a cren\u00e7a em um Logos ordenador forneceram, historicamente, um terreno f\u00e9rtil para o desenvolvimento da ci\u00eancia moderna.<\/p>\n<p>Cientistas como Kepler, Galileu e Newton acreditavam que estavam &#8220;pensando os pensamentos de Deus ap\u00f3s Ele&#8221;, desdobrando as leis que o Logos havia implantado na cria\u00e7\u00e3o. O conflito posterior entre &#8220;ci\u00eancia e religi\u00e3o&#8221; surge mais de leituras literais espec\u00edficas do G\u00eanesis do que da estrutura teol\u00f3gica central.<\/p>\n<h3>A responsabilidade humana na cria\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Se a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 boa e destinada \u00e0 reden\u00e7\u00e3o, o papel do ser humano como &#8220;mordomo&#8221; da cria\u00e7\u00e3o (G\u00eanesis 1:28) ganha uma urg\u00eancia e uma profundidade \u00e9tica tremendas.<\/p>\n<p>A ecologia, por exemplo, torna-se uma quest\u00e3o teol\u00f3gica: cuidar da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 participar do prop\u00f3sito redentor de Deus para ela.<\/p>\n<h3>Contraste com o Juda\u00edsmo<\/h3>\n<p>Enquanto a Cosmogonia Judaica enfatiza a soberania e a unicidade do Criador e a observ\u00e2ncia da Lei (Torah) como resposta, o Cristianismo enfatiza a identidade do agente criador (Jesus) e a sua obra redentora como a for\u00e7a que restaura a cria\u00e7\u00e3o quebrada. A Lei \u00e9 cumprida e transcendida na pessoa de Cristo.<\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>A Cosmogonia Crist\u00e3 nos apresenta um universo que \u00e9, em sua pr\u00f3pria ess\u00eancia, cristoc\u00eantrico.<\/p>\n<p>Desde o &#8220;Fa\u00e7amos o homem \u00e0 nossa imagem, conforme a nossa semelhan\u00e7a&#8221; do G\u00eanesis at\u00e9 o &#8220;E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que eu fa\u00e7o novas todas as coisas&#8221; do Apocalipse, a narrativa c\u00f3smica \u00e9 permeada pela presen\u00e7a do Logos eterno.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um rel\u00f3gio constru\u00eddo por um relojoeiro distante, mas um drama vivo de amor, queda e reden\u00e7\u00e3o, cujo ator principal \u00e9 o pr\u00f3prio Criador, que entra na sua cria\u00e7\u00e3o para resgat\u00e1-la do interior.<\/p>\n<p>A manjedoura em Bel\u00e9m e a cruz no G\u00f3lgota tornam-se, assim, eventos de significado c\u00f3smico, revelando que o poder que sustenta as gal\u00e1xias \u00e9, em sua natureza mais profunda, amor sacrificial.<\/p>\n<p>Esta vis\u00e3o de um Deus que se encarna e redime a mat\u00e9ria que Ele mesmo criou representa um desenvolvimento singular na hist\u00f3ria das religi\u00f5es.<\/p>\n<p>Em contraste com essa \u00eanfase na encarna\u00e7\u00e3o e na reden\u00e7\u00e3o, a tradi\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica formular\u00e1 sua pr\u00f3pria compreens\u00e3o das origens, reafirmando de modo absoluto a unidade, a transcend\u00eancia e a soberania do Criador.<\/p>\n<p>A Cosmogonia Isl\u00e2mica, com sua for\u00e7a teol\u00f3gica e simplicidade radical, oferece uma perspectiva que tamb\u00e9m merece ser contemplada em seus pr\u00f3prios termos, assim como outros mitos bastante distintos, como a Cosmogonia Inca e a Cosmogonia Xinto\u00edsta.<\/p>\n<p>Aproveite para ler sobre eles e at\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Que a luz do amor seja a guia de todos os caminhos, em todos os momentos, em todas as situa\u00e7\u00f5es, com todas as pessoas. E que o Amor nos conduza \u00e0 Paz!<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/h3>\n<p>1. PELIKAN, Jaroslav. Christianity and Classical Culture: The Metamorphosis of Natural Theology in the Christian Encounter with Hellenism. Yale University Press, 1993.<\/p>\n<p><em>Examina profundamente o di\u00e1logo entre a teologia crist\u00e3 primitiva e a filosofia grega, crucial para entender a evolu\u00e7\u00e3o dos conceitos de Logos e cria\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>2. MCGRATH, Alister E. A Fine-Tuned Universe: The Quest for God in Science and Theology. Westminster John Knox Press, 2009.<\/p>\n<p><em>Explora a rela\u00e7\u00e3o entre a teologia da cria\u00e7\u00e3o (especialmente a ideia do Logos) e as descobertas da cosmologia cient\u00edfica moderna, incluindo o fino ajuste do universo.<\/em><\/p>\n<p>3. WRIGHT, N. T. The Day the Revolution Began: Reconsidering the Meaning of Jesus&#8217;s Crucifixion. HarperOne, 2016.<\/p>\n<p><em>Embora focado na crucifica\u00e7\u00e3o, o livro de Wright conecta de forma poderosa a obra de Cristo \u00e0 narrativa da cria\u00e7\u00e3o e da nova cria\u00e7\u00e3o, contextualizando-a dentro do cosmos b\u00edblico.<\/em><\/p>\n<p>4. TORRANCE, Thomas F. The Trinitarian Faith: The Evangelical Theology of the Ancient Catholic Church. T&amp;T Clark, 1995.<\/p>\n<p><em>Oferece uma exposi\u00e7\u00e3o profunda de como os primeiros conc\u00edlios da igreja desenvolveram uma doutrina trinit\u00e1ria da cria\u00e7\u00e3o, combatendo vis\u00f5es heterodoxas.<\/em><\/p>\n<p>5. BALTHASAR, Hans Urs von. Cosmic Liturgy: The Universe According to Maximus the Confessor. Ignatius Press, 2003.<\/p>\n<p><em>Apresenta o pensamento de um dos maiores te\u00f3logos crist\u00e3os sobre a cria\u00e7\u00e3o, para quem o Logos encarnado \u00e9 a chave para decifrar os &#8220;logoi&#8221; (princ\u00edpios divinos) de todos os seres criados.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"translation-block\">La <strong>Cosmogon\u00eda Cristiana<\/strong> nace de la tradici\u00f3n b\u00edblica de la creaci\u00f3n, pero la ilumina a partir de un acontecimiento central: la encarnaci\u00f3n del Verbo.<\/p>","protected":false},"author":3,"featured_media":9602,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[127],"tags":[],"class_list":["post-9599","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cosmogonia-e-cosmogenese"],"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-04-30 13:05:11","action":"change-status","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category","extraData":[]},"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9599"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9599\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9603,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9599\/revisions\/9603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}