{"id":9742,"date":"2026-08-10T18:25:49","date_gmt":"2026-08-10T21:25:49","guid":{"rendered":"https:\/\/angelopiovesan.com\/?p=9742"},"modified":"2026-08-14T19:04:06","modified_gmt":"2026-08-14T22:04:06","slug":"como-diferentes-culturas-explicam-a-origem-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/blog\/como-diferentes-culturas-explicam-a-origem-do-universo\/","title":{"rendered":"Como diferentes culturas explicam a origem do universo?"},"content":{"rendered":"<h3>A Tape\u00e7aria C\u00f3smica: uma s\u00edntese da jornada humana pelas origens<\/h3>\n<p><strong>Como diferentes culturas explicam a origem do universo?<\/strong> Essa pergunta atravessa \u00e9pocas, territ\u00f3rios e tradi\u00e7\u00f5es, revelando diferentes maneiras de compreender a exist\u00eancia e o lugar da humanidade no cosmos.<\/p>\n<p>Dois questionamentos fundamentais, a Cosmogonia (a narrativa do significado) e a Cosmog\u00eanese (a narrativa do mecanismo), nos guiam por civiliza\u00e7\u00f5es, montanhas sagradas, florestas ancestrais e atrav\u00e9s do vasto oceano estelar da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As cosmogonias n\u00e3o apresentam uma \u00fanica resposta: algumas descrevem a cria\u00e7\u00e3o como uma batalha contra o caos; outras recorrem \u00e0 palavra divina, ao sacrif\u00edcio, \u00e0 procria\u00e7\u00e3o ou \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de uma realidade primordial.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m tradi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o reconhecem um in\u00edcio absoluto e compreendem o universo como um processo c\u00edclico e permanente. Observar essas narrativas em conjunto permite identificar tanto elementos recorrentes quanto diferen\u00e7as profundas entre as diversas vis\u00f5es de mundo.<\/p>\n<p>Mais do que explicar simplesmente de onde vieram os deuses, os seres humanos ou a pr\u00f3pria natureza, essas narrativas organizam conceitos de tempo, vida, morte, espiritualidade e rela\u00e7\u00e3o com o mundo natural. Da Mesopot\u00e2mia \u00e0 \u00cdndia, da Gr\u00e9cia \u00e0 \u00c1frica, da China \u00e0s Am\u00e9ricas e \u00e0 Oceania, diferentes povos constru\u00edram interpreta\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias para o mist\u00e9rio da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Quando exploramos a vis\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o de mundo de diferentes culturas, nossa tarefa n\u00e3o \u00e9 simplesmente listar o que observamos. \u00c9 tecer todos esses fios distintos \u2013 do hino v\u00e9dico ao canto abor\u00edgene, do verbo b\u00edblico ao sacrif\u00edcio asteca \u2013 em uma \u00fanica e ressonante <strong>Tape\u00e7aria C\u00f3smica<\/strong>. \u00c9 identificar os motivos que se repetem, os abismos intranspon\u00edveis entre vis\u00f5es de mundo e os ecos surpreendentes que sugerem uma unidade subjacente \u00e0 espantosa diversidade.<\/p>\n<p>Este artigo re\u00fane essas perspectivas para observar os principais temas, mecanismos e ideias presentes nas explica\u00e7\u00f5es culturais sobre a origem do universo e refletir sobre sua rela\u00e7\u00e3o com a cosmog\u00eanese cient\u00edfica contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>vamos tentar compor uma sinfonia de ideias, onde cada cosmogonia contribui com seu movimento \u00fanico para a grande quest\u00e3o: \u201cDe onde viemos?\u201d<\/p>\n<div id=\"angel-2604316113\" class=\"angel-2 angel-entity-placement\" style=\"margin-top: 10px;margin-bottom: 10px;margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/go.hotmart.com\/A99801903S?src=bannerartigoblog\" aria-label=\"banner-artigo-pt\"><img src=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-es.png\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-es.png 900w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-es-300x37.png 300w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-es-768x94.png 768w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-es-18x2.png 18w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-es-24x3.png 24w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-es-36x4.png 36w, https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/banner-artigo-es-48x6.png 48w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" width=\"900\" height=\"110\"  style=\"display: inline-block;\" \/><\/a><\/div><h2>O mapa da cria\u00e7\u00e3o: diferentes caminhos para explicar o universo<\/h2>\n<p>Em diferentes sociedades, a origem do universo foi compreendida a partir de s\u00edmbolos, divindades, for\u00e7as naturais e princ\u00edpios filos\u00f3ficos pr\u00f3prios. Embora essas narrativas apresentem estruturas muito distintas, muitas delas procuram responder a quest\u00f5es semelhantes: como surgiu a ordem, de onde vieram os seres e qual \u00e9 o lugar da humanidade nesse sistema?<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Como-diferentes-culturas-explicam-a-origem-do-universo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" \/><\/p>\n<h3>As origens na antiguidade<\/h3>\n<p>No Crescente F\u00e9rtil, encontramos algumas das mais antigas narrativas registradas sobre a origem do cosmos. Na Cosmogonia Sum\u00e9ria, o universo nasce das \u00e1guas primordiais e ganha estrutura com a separa\u00e7\u00e3o entre c\u00e9u e terra. Na Babil\u00f4nia, a ordem surgia do conflito divino no Enuma Elish, um cosmos forjado na batalha contra o caos aqu\u00e1tico (Tiamat). No Egito, testemunhamos a autocria\u00e7\u00e3o a partir das \u00e1guas primordiais (Nun) e a import\u00e2ncia do ciclo solar.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, uma revolu\u00e7\u00e3o: as tradi\u00e7\u00f5es abra\u00e2micas apresentaram outra concep\u00e7\u00e3o: no Juda\u00edsmo, a cria\u00e7\u00e3o ex nihilo pela palavra soberana de um Deus \u00fanico e transcendente; no Cristianismo, o Verbo, o Logos, aparece como princ\u00edpio atrav\u00e9s do qual tudo foi criado; no Islamismo, a soberania de Allah se manifesta no ato criador expresso por &#8220;Kun!&#8221; (Seja!).<\/p>\n<p>Na antiga P\u00e9rsia, a Cosmogonia Zoroastriana apresentou o universo como cen\u00e1rio de uma batalha entre a luz e as trevas, com Ahura Mazda e Angra Mainyu representando for\u00e7as espirituais opostas.<\/p>\n<h3>A Europa Antiga e a \u00c1frica<\/h3>\n<p>Na Gr\u00e9cia, o Caos deu origem aos deuses e a um cosmos regido pelo conflito e pela ordem. No norte, os N\u00f3rdicos nos apresentaram um universo nascido do fogo e do gelo, e da carne do gigante Ymir. Na Cosmogonia Celta, a origem do mundo se mistura \u00e0 hist\u00f3ria da terra e de seus povos, marcada por invas\u00f5es m\u00edticas, disputas e pela soberania da natureza.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica, vimos a cria\u00e7\u00e3o como um ato comunit\u00e1rio com os Orix\u00e1s iorub\u00e1s, a sofistica\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica dos Dogon e a transforma\u00e7\u00e3o radical operada pelo Cristianismo Copta.<\/p>\n<h3>O subcontinente indiano e seu universo c\u00edclico<\/h3>\n<p>Na \u00cdndia, a linearidade n\u00e3o constitui necessariamente o eixo central da explica\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. O Hindu\u00edsmo apresenta ciclos de cria\u00e7\u00e3o e dissolu\u00e7\u00e3o (kalpas), o sacrif\u00edcio c\u00f3smico de Purusha e a busca pela unidade com Brahman. O Budismo desloca a quest\u00e3o da origem do universo para a origem do sofrimento, concentrando-se na Origem Dependente e evitando especula\u00e7\u00f5es sobre um come\u00e7o absoluto. O Jainismo concebe um universo eterno e aut\u00f4nomo, composto por seis subst\u00e2ncias e sem a necessidade de um criador.<\/p>\n<h3>O leste asi\u00e1tico e a harmonia<\/h3>\n<p>Na China, a cria\u00e7\u00e3o pode ser compreendida como um processo de transforma\u00e7\u00e3o e auto-organiza\u00e7\u00e3o associado ao Tao, ao Yin e ao Yang e aos Cinco Elementos. No Jap\u00e3o, o Xinto\u00edsmo apresenta a forma\u00e7\u00e3o do arquip\u00e9lago e o surgimento dos Kami por meio da atua\u00e7\u00e3o de Izanagi e Izanami, com a pureza ritual ocupando papel central.<\/p>\n<h3>As Am\u00e9ricas e a cria\u00e7\u00e3o sangrenta<\/h3>\n<p>Os Astecas viveram em um universo prec\u00e1rio, onde um Quinto Sol precisava ser alimentado com sangue sagrado para evitar o colapso c\u00f3smico. Os Maias, no Popol Vuh, revelaram um processo de tentativa e erro dos deuses, que culminou na humanidade feita de milho. Os Tupi-Guarani orientaram sua exist\u00eancia pela busca da Terra Sem Mal (Yvy Marae&#8217;\u1ef9).<\/p>\n<p>Entre os povos origin\u00e1rios da Am\u00e9rica do Norte, os padr\u00f5es cosmog\u00f4nicos incluem figuras como o Corvo e o Coiote, jornadas de emerg\u00eancia atrav\u00e9s de mundos subterr\u00e2neos e uma forte no\u00e7\u00e3o de parentesco com toda a cria\u00e7\u00e3o. E os Incas legitimaram seu imp\u00e9rio atrav\u00e9s da linhagem divina do Sapa Inca, filho do Sol, em um cosmos ordenado e hier\u00e1rquico.<\/p>\n<h3>A Oceania e a Terra Viva<\/h3>\n<p>Na Austr\u00e1lia Abor\u00edgene, o Tempo do Sonho apresenta os Ancestrais Criadores como respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o do mundo, em uma concep\u00e7\u00e3o na qual a cria\u00e7\u00e3o permanece vinculada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da vida e da paisagem. Em Aotearoa (Nova Zel\u00e2ndia), os Maori apresentam o drama da separa\u00e7\u00e3o de Rangi e Papa, dentro de um universo estruturado pelo Whakapapa (genealogia) e pelo princ\u00edpio de cuidado associado ao Kaitiakitanga.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Como-diferentes-culturas-explicam-a-origem-do-universo-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" \/><\/p>\n<h2>Os eixos da cria\u00e7\u00e3o: temas que tecem a Tape\u00e7aria<\/h2>\n<p>Ao sobrevoar este mapa, padr\u00f5es poderosos emergem. S\u00e3o os eixos tem\u00e1ticos em torno dos quais as cosmogonias giram.<\/p>\n<ol>\n<li>Caos versus Ordem: quase universalmente, a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 a imposi\u00e7\u00e3o da ordem sobre o caos. Mas a natureza desse caos varia: \u00e9 um monstro aqu\u00e1tico (Tiamat, Leviat\u00e3), uma massa indiferenciada (o tohu wa-bohu hebraico, o Ginnungagap n\u00f3rdico), um vazio potencial (o Te Kore maori, o Tao) ou um abra\u00e7o amoroso que sufoca (Rangi e Papa).<\/li>\n<li>O mecanismo da cria\u00e7\u00e3o:\n<ul>\n<li>Pela Palavra: a fala divina como ato criativo \u00e9 central no Juda\u00edsmo, Cristianismo e Islamismo.<\/li>\n<li>Pelo Sacrif\u00edcio: a cria\u00e7\u00e3o emerge da autoimola\u00e7\u00e3o ou do desmembramento de um ser primordial (Purusha na \u00cdndia, Ymir na Escandin\u00e1via, o Nommo dos Dogon, os deuses astecas).<\/li>\n<li>Pela Procria\u00e7\u00e3o: a gera\u00e7\u00e3o sexual como motor c\u00f3smico \u00e9 fundamental no Xinto\u00edsmo, na mitologia grega e em muitas tradi\u00e7\u00f5es africanas e polin\u00e9sias.<\/li>\n<li>Pela Emana\u00e7\u00e3o: o universo surge como um fluxo ou uma transforma\u00e7\u00e3o de uma realidade \u00faltima, como no Taoismo e no Hindu\u00edsmo advaita.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Tempo linear versus tempo c\u00edclico: as tradi\u00e7\u00f5es abra\u00e2micas introduziram uma seta irrevers\u00edvel do tempo, da cria\u00e7\u00e3o ao ju\u00edzo final. Em contraste, as vis\u00f5es da \u00cdndia (Hindu\u00edsmo, Jainismo, Budismo) e da Mesoam\u00e9rica (o mito dos Cinco S\u00f3is) veem o tempo como um ciclo infinito de cria\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e dissolu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O problema do mal e do sofrimento: muitas cosmogonias buscam explicar a origem do mal. Na tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3, \u00e9 a Queda. No Zoroastrismo, \u00e9 um princ\u00edpio dualista. No mito Maori, \u00e9 a consequ\u00eancia inevit\u00e1vel da separa\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. No Budismo, \u00e9 o resultado do desejo e do apego na roda do Samsara.<\/li>\n<li>A rela\u00e7\u00e3o humano-natureza: esta talvez seja a divis\u00e3o mais crucial. De um lado, vis\u00f5es antropoc\u00eantricas (especialmente as abra\u00e2micas), onde o humano tem dom\u00ednio sobre a natureza. De outro, vis\u00f5es ecoc\u00eantricas ou cosmoc\u00eantricas, onde o humano \u00e9 parte integrante de uma teia de parentesco c\u00f3smico, como nas vis\u00f5es abor\u00edgene, maori e de muitas tradi\u00e7\u00f5es amer\u00edndias, onde a terra \u00e9 viva, sagrada e deve ser cuidada.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>O di\u00e1logo eterno: cosmogonia e cosmog\u00eanese no s\u00e9culo XXI<\/h2>\n<p>E, nos tempos atuais, onde isso nos deixa? A jornada atrav\u00e9s das cosmogonias n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio de arqueologia intelectual. Ela ilumina profundamente o nosso momento presente, o grande di\u00e1logo \u2013 e por vezes, o conflito \u2013 entre o mito e a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>A Cosmog\u00eanese moderna, com a Teoria do Big Bang, a infla\u00e7\u00e3o c\u00f3smica e a f\u00edsica qu\u00e2ntica, oferece a narrativa mais precisa e test\u00e1vel j\u00e1 concebida sobre a origem material do universo. \u00c9 uma hist\u00f3ria de imensa beleza e poder: um universo que surgiu de uma singularidade, que se expande e evolui, onde as gal\u00e1xias, estrelas e planetas s\u00e3o formados pelas leis imut\u00e1veis da f\u00edsica.<\/p>\n<p>No entanto, a pergunta cosmog\u00f4nica permanece. A ci\u00eancia nos diz como, mas n\u00e3o por qu\u00ea. Ela descreve o mecanismo, mas n\u00e3o aborda o significado, o prop\u00f3sito ou a experi\u00eancia subjetiva de estar vivo em um cosmos t\u00e3o vasto.<\/p>\n<p>As duas narrativas n\u00e3o s\u00e3o oponentes, mas complementares.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o abor\u00edgene da terra como um ser vivo que precisa ser cantado encontra um eco perturbador na crise ecol\u00f3gica, nos lembrando de uma sabedoria ancestral sobre nosso lugar no mundo. O conceito de um universo c\u00edclico hindu ecoa em hip\u00f3teses cient\u00edficas especulativas como a cosmologia c\u00edclica conforme. A cria\u00e7\u00e3o ex nihilo ressoa com a ideia de uma singularidade inicial onde todas as leis da f\u00edsica se quebram.<\/p>\n<p>A grande li\u00e7\u00e3o disso tudo \u00e9 que a necessidade de uma narrativa de origem \u00e9 indel\u00e9vel na condi\u00e7\u00e3o humana. Seja atrav\u00e9s do ritual, da equa\u00e7\u00e3o ou da filosofia, n\u00f3s, humanos, somos contadores de hist\u00f3rias c\u00f3smicas.<\/p>\n<p>A cosmog\u00eanese cient\u00edfica \u00e9 a mais nova e poderosa dessas hist\u00f3rias, mas ela n\u00e3o anula as antigas; ela se junta a elas no conjunto das tentativas humanas de compreender o incompreens\u00edvel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/angelopiovesan.com\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Como-diferentes-culturas-explicam-a-origem-do-universo-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"560\" \/><\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o: o legado do espanto<\/h2>\n<p>As diferentes explica\u00e7\u00f5es sobre a origem do universo revelam muito mais do que antigas tentativas de descrever o nascimento do cosmos. Elas expressam valores, medos, esperan\u00e7as e formas de compreender a rela\u00e7\u00e3o entre seres humanos, natureza, divindades e tempo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que fica?<\/p>\n<p>Fica a constata\u00e7\u00e3o humilde e maravilhada da criatividade infinita do esp\u00edrito humano. Das areias da Mesopot\u00e2mia aos picos dos Andes, das florestas da Amaz\u00f4nia ao deserto australiano, em cada canto deste planeta, comunidades humanas olharam para os c\u00e9us, para a terra e para dentro de si mesmas e criaram respostas que dignificavam sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Estas cosmogonias n\u00e3o s\u00e3o &#8220;mentiras&#8221; ou &#8220;supersti\u00e7\u00f5es&#8221; primitivas. Elas s\u00e3o os alicerces sobre os quais civiliza\u00e7\u00f5es inteiras foram constru\u00eddas. Elas s\u00e3o a fonte da arte, da \u00e9tica, da lei e da identidade. Elas nos mostram que, por tr\u00e1s da incr\u00edvel diversidade de cren\u00e7as, h\u00e1 uma unidade de espanto, uma maravilha compartilhada perante o mist\u00e9rio da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A busca pela origem, portanto, nunca foi realmente sobre o passado. Ela sempre foi sobre o presente e o futuro. \u00c9 sobre encontrar nosso lugar, nosso prop\u00f3sito e nossa responsabilidade neste cosmos estupendo.<\/p>\n<p>Se a nossa narrativa atual \u00e9 a de um universo em expans\u00e3o, fruto de um Big Bang, ent\u00e3o nossa responsabilidade c\u00f3smica \u00e9 a de sermos os guardi\u00f5es conscientes e \u00e9ticos deste pequeno e precioso planeta, os herdeiros de uma hist\u00f3ria c\u00f3smica de 13,8 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Que esta tape\u00e7aria de mitos e estrelas nos lembre sempre de que, independentemente da hist\u00f3ria que escolhermos contar, somos parte de algo infinitamente maior, e que a mais profunda de todas as verdades pode muito bem ser a que est\u00e1 contida na simples, por\u00e9m eterna, pergunta: \u201cDe onde viemos?\u201d<\/p>\n<p>At\u00e9 a pr\u00f3xima aventura!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" class=\"translation-block\"><em><strong>Que la luz del amor sea la gu\u00eda en todos los caminos, en todo momento, en todas las situaciones, con todas las personas. \u00a1Y que el Amor nos lleve a la Paz!<\/em><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como diferentes culturas explicam a origem do universo? Conhe\u00e7a cosmogonias de diversos povos e suas formas de compreender a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>","protected":false},"author":8,"featured_media":9752,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[127],"tags":[],"class_list":["post-9742","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cosmogonia-e-cosmogenese"],"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-09-08 03:09:12","action":"change-status","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category","extraData":[]},"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9742"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9742\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9765,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9742\/revisions\/9765"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9752"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/angelopiovesan.com\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}